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Veneza e sua economia durante a Idade Média

Durante a Idade Média, muitas mudanças foram implantadas no comércio e por consequência na economia de Veneza e outros países. Acompanhe essa matéria e confira um resumo completo sobre o assunto.

     

A Idade Média se iniciou no século V com as invasões germânicas na extensão do continente europeu, tendo como os seus marcos principais o domínio constante da Igreja Católica, a presença de uma sociedade hierarquizada, o decrescimento comercial, um sistema de produção feudal e a economia ruralizada.

A base do comércio nesse momento era dinamizada através da agricultura. Somente em meados do século XII a classe feudal começou a desenvolver em suas cidades alguns tipos de trabalhos manuais, realizando posteriormente a comercialização de todos os produtos fabricados.

Vários outros municípios foram fundados nessa época, o que resultou em um impulso para a Europa, que voltava a se estabelecer como um motor de desenvolvimento, conseguindo assim se articular com novas extensões em sua economia e, não somente com o mundo rural como vinha acontecendo anteriormente.

Veneza e sua economia durante a Idade Média

Embarcações chegando em Veneza, realizando o tráfego de produtos.
(Créditos da foto: http://jcmontteiro.webnode.com.br/)

O aumento da expansão urbana se manifestou com supremacia até o século XIII, o que possibilitou a inserção de novas incrementações de produção manufatureiras e atividades mercantis. Duas das regiões que mais obtiveram destaque em relação ao tráfego comercial, foram Veneza e Gênova, já que eram consideradas pontos de origem a toda Europa, tanto das médias, quanto das grandes rotas comerciais que chegavam do Oriente.

A localização geográfica de ambas cidades era a razão mais relevante do sucesso em que estavam promovendo economicamente, disponibilizavam a comunicação entre o centro e o norte da Europa de forma terrestre e fluvial, dando bases a criação de uma das mais importantes uniões comerciais, denominada por Liga Hanseática ou Hansa Teutônica.

Os produtos que mais estavam sendo comercializados nessa modalidade de importação eram a seda, o ouro, a porcelana, as armas, os tecidos de lã e algodão, o ferro, o sal e a madeira. O valor pago por cada produto dependia da pureza do metal e do peso que as moedas obtinham.

As letras de câmbio também surgiram em meio a esse contexto, nem todas as moedas eram iguais e com isso a atividade bancária começou a ganhar mais expansão comercial. O que pode-se perceber em meio a tantas mudanças, foi a conquista de poder e autonomia de muitas cidades, assim como Veneza, que após se estabelecer financeiramente, se reuniu a um conjunto de comunidades que dinamizavam as mesmas características, virando República.

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