FIAPO DE JACA

June 18, 2008

ESTÉTICA NEO-BUSÓFILA

Quando percebi que começaria a andar de ônibus todos os dias, procurei encarar a situação de forma positiva, sob vários pontos de vista. O principal deles era que finalmente eu voltaria a entrar em contato com o povão, tirando de minhas observações inspirações para textos e mais textos. Seria o meu início tardio numa espécie de realismo? Naturalismo? Bem, nada disso aconteceu, pois vejo que continuo no tô-nem-aísmo, percebendo que minha antena fica desligada nessas viagens. Ao invés de colecionar eurekas que me inspirem parágrafos de observações sociológicas, prefiro brincar de diretor de videoclipes meio bizarros.

Como assim?

Descobri que pode ser interessantíssimo ouvir as músicas de meu MP3 player observando o pessoal no ônibus. Ao temperar imagens banais com uma música de meu gosto, fica a impressão de que aquelas pessoas fazem parte de algo maior. “Isso! Continuem assim, com esse ar cansado, bocejando. Perfeito pra esse solo do Miles Davis que estou ouvindo agora! Com as luzes do congestionamento da Marginal Pinheiros ao fundo então, melhor ainda! Oh, yeah!” E assim, tudo fica mais bonito, palatável. Do rock ao jazz nos ouvidos. Do velho à criança nos olhos.

E dessa maneira, desço do ônibus balançando a cabeça no ritmo do momento, certo de que assisti a um videoclipe bacana. E que ninguém nunca viu ou verá.

February 12, 2008

A RAVE DOS QUE NÃO FORAM


Passei da fase de ficar criticando o gosto musical alheio. Bem, pelo menos publicamente. Por mim, se a pessoa quiser curtir uma maratona de bandas que misturem funk batidão, pagode melacueca, breganejo cornualho e axé pornográfico, tudo bem. Cada um sabe o ouvido que tem. A minha bronca é quando resolvem empurrar pra dentro de meus tímpanos esses estilos, sem o meu consentimento. Sabe aquela clássica cena de um grupinho que encosta na porta do boteco, abre o capô do carro e manda ver nos decibéis daquele hit parade dos infernos? Pois é. Se por um dia eu fosse um ditador com poderes ilimitados, além de aproveitar pra acabar com todos os saquinhos de queijo ralado do mundo, eu jogaria esse tipo de gente em uma sala onde só tocasse música clássica, no último volume. Vinte e quatro horas de tortura, sem intervalos.

(Antes que você conclua qualquer coisa, eu também não curto música clássica. Mas dei esse exemplo apenas pra criar uma espécie de contraste, entendeu? Não? Deixa pra lá, tudo bem, voltemos ao texto.)

Uma bela amostra desse povo estava alguns sábados atrás na vizinhança de minha namorada. O motivo pra reunião era a comemoração de um aniversário. Até aí, tudo bem. O problema é que vieram com uma aparelhagem de som digna de, presumo eu, animar um megashow no estádio do Maracanã. As caixas de som, todas voltadas para a rua. Dessa forma, era possível sentir os vidros da casa vibrando, às três da madrugada, ora por causa do batidão da Lacraia e Cia, ora devido a um putz-putz digno de agitar o vira-vira de sucos de um dos episódios da Malhação. Vale ressaltar, mais uma vez: às três da madrugada. Aquela barulheira numa danceteria, tudo bem. Agora, na vizinhança, sem o consentimento de quem não estava na festa, não. Incomodado com a cara-de-pau alheia, recorri a um procedimento básico: liguei pra polícia. Hehe

Pra minha perplexidade, recebi como resposta uma mensagem gravada: “No momento, o sistema da polícia está sobrecarregado. Favor…”. Como assim? Se algum assaltante estiver tentando entrar na minha casa, paciência, que o sistema está sobrecarregado? No espaço de uma hora ou mais, tentei várias vezes, e sempre a mesma mensagem: “No momento, o sistema da polícia está sobrecarregado. Favor…”. Favor, favor… favor o quê, cacete? Nem quis ouvir o resto. Parecia piada exigir paciência naquela situação. Vendo os vidros das janelas vibrarem ao som do batidão, concluí que eu queria mais do que nunca ir pra um lugar onde a polícia não estivesse falida. Suíça? A Patrícia, minha namorada, concordava comigo, mal humorada também.

Umas quatro e pouco da madrugada, resolvi ligar novamente pro 190, inconformado. A mesma mensagem, novamente. Dessa vez, decidi ouvir o resto: “No momento, o sistema da polícia está sobrecarregado. Favor cooperar com o atendente com informações precisas sobre o local em que você está, de forma que possamos ajudá-lo da melhor maneira possível.” Logo em seguida, uns dois segundos após o fim da mensagem, veio o atendente em si, eficiente e solícito, exatamente da forma que eu imaginava que funcionasse na Suíça. Dez minutos depois, a rua silenciava, enfim. Não fosse a minha notória impaciência com mensagens de telefone, os hômi teriam acabado com aquela rave da Tati Quebra Barraco bem mais cedo. Toma!

Já quase amanhecendo, quando enfim eu começava a sonhar, toca o telefone. Assustado, vou atender. Era apenas uma moça da polícia querendo saber se o barulho da rua tinha parado e que, qualquer coisa, era só acioná-los novamente. Putz. Fim do sono, mais uma vez.

Na hora do almoço do dia seguinte, revoltados com os vizinhos folgados, que certamente deviam estar dormindo, eu e a Patrícia resolvemos dar o troco. Numa casa de fogos ali perto, cada um comprou a maior bomba que tinha. Calmamente, numa frieza de um agente da Al Qaeda, chegamos na frente do portão, acendemos os pavios e jogamos os morteiros naquela garagem que funcionara como danceteria improvisada na madrugada anterior. Enquanto os pavios iam diminuindo, corremos pra casa dela. O estrondo ensurdecedor arrancou aquela gargalhada gostosa de vingança da gente. Nos abraçamos, nos beijamos e concluímos que, sim, a vida pode ser bela.

Ps: Esse último parágrafo é de mentirinha, é claro. Não resisti, ora essa. O resto, é tudo verdade…

May 3, 2007

A BAHIA DO GUGU E DO FAUSTÃO

Se tem algo que me incomoda bastante em viagens turísticas é justamente ser tratado como um… turista. Por mais estranho que isso possa parecer, faz sentido pra pessoas feito eu, que preferem descobrir o ambiente ao invés de serem conduzidas numa passividade garantida pelo folder da agência de viagens. Tomemos como exemplo a Bahia, mais especificamente Porto Seguro, onde estive no início do mês passado. Lá, o lugar comum é, em quase todos os eventos, a pessoa se ver na obrigação de assimilar uma suposta alma baiana, expressa por uma alegria incontrolável e contagiante enquanto se dança ao som de um axé com letras que funcionariam perfeitamente no roteiro de um filmeco pornô, produzido num fundo de quintal qualquer. Pra minha sorte, o pessoal que estava comigo - incluso aí a Patrícia, minha namorada - compartilhava da minha visão mais independente de viagem, sem a submissão de sempre agir conforme a orientação dos guias turísticos, devidamente comissionados junto aos locais mais “porretas”, segundo eles.

Adquirimos um desses típicos pacotes de agência de viagens, onde o custo da hospedagem e passagem do avião cai bastante se comparado com um esquema em separado, ainda mais na baixa temporada. Dos tais passeios inclusos junto ao pessoal da agência, através do ônibus deles, ignoramos todos, pois tivemos a sorte de ter um carro a nossa disposição. Cortesia do pai da Patrícia - por sua vez, a principal razão de nossa viagem -, que mora em Santa Cruz Cabrália, cidadezinha ao lado de Porto Seguro. Sendo assim, dispensados de obrigações quanto ao cumprimento de horários e roteiros, rabiscamos conforme o nosso humor as setinhas no mapa da região. Apenas em uma ocasião fomos obrigados a suportar a Bahia do Gugu e do Faustão, num passeio de escuna feito sob medida pro pessoal que confunde felicidade com gritinhos de “uhuuu!” enquanto se rebola ao redor da boquinha da garrafa ou coisa pior.

Na escuna, apesar da visão linda ao redor, mangue e mar, tudo em cores e tons dignos de fazer inveja aos Guarujás do mundo, o guia ali estava mais preocupado em “levantar o astral” do pessoal. Quem ousasse olhar apenas para a paisagem, como eu e a Patrícia, era constantemente interrompido pelo figura, com um incansável “Sorria, vocês estão na Bahia!”. Isso sem falar no axé mais do que tosco que saía da caixa de som, em volume suficiente pra espantar qualquer pássaro ou siri num raio de 5 quilômetros. Descobri que contemplar ali, serenamente, era sinônimo de tristeza. Triste isso. Ao invés de ficar verdadeiramente emburrado, decidi entrar na brincadeira então. Afinal, como eu estava na Bahia, eu também queria me divertir, ô painho! Mas ao meu modo, é claro.

Na enésima vez que o guia tentou me tirar daquela coisa depressiva de só ficar contemplando a paisagem, tentando fazer com que eu e a Patrícia dançassemos um pouquinho de forró abestado - sim, não era só axé, tão pensando o quê? - eu rejeitei a sugestão, já desistindo de mirar o mangue ao lado:

- Olha… não tô com vontade de dançar isso, amigo… - eu disse, meio sério.
- Ôxe, deixe de acanhamento, galego! É só fazer assim, ó… Segue aí. - e o cara ensaiava uns passinhos básicos, cheios de suingue, malemolência, essas coisas.
- Olha… eu… eu…
- Ôxe… Tenta aí… Sorria, você está na Bahia!
- Sabe o que é? Eu tenho as pernas meio atrapalhadas pra esse tipo de coisa por causa de um derrame que tive um tempinho atrás aí…
- Ah é?
- Pra você ter uma idéia, até o início desse ano eu só conseguia ir ao banheiro com a ajuda dela - apontei pra Patrícia.
- Ôxe…
- E o fato de eu estar aqui, nessa escuna, curtindo o ambiente, é uma vitória pra mim, entende?
- Ôxe… Então tá… - ao que parece, o cara deve ter entendido o recado, uma vez que ele não veio mais falar comigo. Nem se animou a observar novamente o meu bronzeado de dinamarquês albino - ôxe, não vai pegar uma corzinha, não? - , que resistiu heróicamente por toda a viagem, graças ao uso obsessivo de protetor solar. Mais uma semana lá e eu passaria protetor até sob o luar, desconfio.

Enfim, tirando a tarde nessa escuna, animada sob medida pro turista que aprendeu a gostar da Bahia por causa do Gugu e do Faustão, posso dizer que a viagem me revelou vários projetos de paraíso na maior calma possível - sobretudo as praias de Trancoso e Arraial D’Ajuda -, ideal pra quem quer apenas sentir que a vida pode ser boa, nem que seja por uma semana, numa serenidade que foto ou vídeo algum revelará. E você tem que estar ali, descobrindo a olhos nus, do seu jeito. Mas se você adora esse esquema da euforia planejada a partir das agências de viagem, maravilha. Afinal, cada qual com sua visão de felicidade, não é mesmo?

E sorria, você está no mundo!

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E que tal…

April 27, 2007

ESTRANHOS ENTRE NÓS

- Isso… isso… aí… desce mais… Tá me deixando louca… Não pára… não pára… Ei… Por que parou?
- Pôxa vida… Você ainda pergunta? Com ele olhando pra mim, não dá!
- Ué… Ele quem? Só tem a gente aqui…
- Certeza? E esse cara aí na sua virilha?
- Ah, você tava falando da minha tatuagem?
- Sim… E tinha que ser justo ele?
- O que você tem contra o Juninho Mano, dos Maliciosos?
- Pô… eu odeio pagode. Detesto! Principalmente as músicas dos Maliciosos. Esse Juninho Mano cantando e dançando então… lamentável…
- Relaxa, tolinho… Fiz essa tatuagem uns 5 anos atrás, quando eles estavam no auge. Hoje em dia, não significa mais nada pra mim. Agora volta pra cá, vem continuar o que você parou, vem!
- Esquece.
- Espere aí, você tá falando sério?
- Tô! E como! Você não tinha algo melhor pra tatuar aí não???
- Algo melhor? Me dê um exemplo…
- Ah, sei lá! Quem sabe um Chico Buarque, os Beatles, os Stones, todos os Fat Family, sei lá, qualquer outra coisa… Tudo, menos o Juninho Mano!!!
- Eu hein? Mas que implicância! Justo na nossa primeira vez??? Olha, se você não fosse tão gostoso, lindo e maravilhoso, eu já teria ido embora… Já sei. Tive uma idéia. Vou apagar a luz, ok?
- Tudo bem… Melhor assim.
- Agora vem… vem… assim…ué! O que foi agora?
- Agora é aquela maldita música que não pára de tocar na minha cabeça.
- Que música?
- Aquela dos Maliciosos que fez o maior sucesso. É só rever o Juninho Mano, mesmo em uma tatuagem, que relembro na hora o refrão: “Ah, você é demais, minha doce Cleusa/ Me lambuza de paixão, minha deusa.”
- Ah sei, o nome dela é Cleusa Deusa.
- Oh, não!!! Não!!! NÃO!!!!!!!
- Nossa, o que foi agora???
- Agora estão vindo as imagens, cada vez mais nítidas… O horror… o horror… apocalipse…
- Tô ficando com medo agora. Você está tendo visões?
- Mais ou menos… Agora não sai da minha cabeça todos eles, os Maliciosos dançando Cleusa Deusa naquela coreografia medonha… aqueles passinhos… os passinhos… o Juninho Mano piscando e mandando beijinhos… NÃO!!!!!!!
- Ah, deixa de ser preconceituoso. Aproveita e entra no ritmo romântico da música, gatinho… Vem aqui pegar a sua tchu-tchuca, vem… Vem, tigrão!!! Vamos fazer a festa no apê, vamos!
- Pára, por favor! Pára!!! Olha aí, viu o que você fez? Piorou. Agora subiram no palco o Latino e o Bonde do Tigrão! Oh não! Serginho Mallandro também, fazendo sinal de glu-glu!!! Todos abraçados e cantando Cleusa Deusa! NÃÃÃÃÃOOOOO!!!!!! É melhor a gente parar por aqui…
- Pôxa vida, então é assim? Ah gostosinho, espera a música acabar então, vai….
- Ih, agora vai demorar…
- Por quê?
- Adivinha quem entrou no palco pra fazer o solo de sax.
- Quem?
- O Kenny G!!
- Ui!

(Texto escrito em 19/02/2005)

Tuca Hernandes | Música, Relacionamentos, Sexo | 12:00 pm | Um comentário (1)

April 26, 2007

O PASSADO NÃO ME CONDENA

Já gostei muito de Caetano Veloso. Sim, confesso. Eu fui daqueles fanáticos que ouviam repetidamente uma determinada música dele, na esperança de descobrir algum significado oculto entre aquelas palavras meio sem sentido. Era capaz de extrair interpretações bizarras de canções aparentemente simples, como “Leãozinho”, por exemplo:

- Pô, o que será que o Caetano quis dizer com “Tua pele, tua luz, tua juba”? Será que tinha algo a ver com o desejo do Brasil se ver livre da ditadura naquela época? Esse cara é um gênio!

Hoje, eu acho Caetano um tremendo pé no saco. Chato pra caramba? Não. É chato pra caralho mesmo, junto com grande parte da MPB-Cabeça que animara (ou desanimara?) meus vinte e poucos anos. Pronto, termina aqui o desabafo.

Mesmo assim, não me arrependo de, num passado pseudo-intelectualóide, ter venerado esse tipo de música. Não sou desses que ficam com ânsia de vômito ao relembrar determinados gostos e paixões do passado. Se fez bem pra mim, naquele espaço de tempo, maravilha. Aplausos. Da mesma forma, não me arrependo de ter me envolvido com certas ex-namoradas, por mais patéticos que tenham sido o fim das histórias. Não olho envergonhado para pessoas e canções que um dia me fizeram sentir mais do que apenas um rapaz latino americano. Afinal, amores que não dão certo, gargalhadas e lágrimas. Sem queixas.

Assim, eu não sairia correndo, fugindo de vergonha, se eu esbarrasse na rua com a minha versão de 10 anos atrás, fã do Caetano. Apesar da vontade irresistível de dar uns petelecos na orelha dele - “Deixa de ser besta, rapaz! Você tem que ser mais atirado com a mulherada!!!” – talvez eu o convidasse pra tomar umas cervejas em um boteco qualquer. O papo seria muito bom, melhor ainda se viesse se juntar a nós a minha versão de daqui à 10 anos, esse aí doido pra me dar uns toques sobre como enfim ganhar dinheiro. Entre conselhos e filosofias de botequim, decerto que daríamos muitas risadas, de tanta bobagem que falaríamos também.

Quem pagaria as cervejas? Ora essa, é claro que seria a minha versão de daqui à 10 anos. Afinal, o cara tá cheio da grana, pô!

(Texto escrito em 23/02/2005)

November 22, 2006

EU, EU MESMO, E MEU VIOLÃO

Além de fritar ovos e escovar os meus próprios dentes, eu também sei cantar e tocar violão. E como não tem graça alguma fazer um som que ninguém ouve, resolvi disponibilizar por aqui algumas músicas que costumo visitar na solidão do meu quarto. Tudo isso graças a um novo site, o Go Ear, que é uma espécie de You Tube versão áudio. É uma boa pedida, servindo como meio termo para aqueles que, como eu, têm horror a rodinhas de violão. Gravei aqui em casa mesmo, através de um microfoninho merreca de PC e um software (Audacity).

Cabe aqui um parênteses pros que falam inglês até nos sonhos dos sonhos e aqueles que conhecem de trás pra frente as versões originais das canções abaixo. Esses podem estranhar a forma como certas palavras foram cantadas, podendo chegar à conclusão, equivocadíssima, de que cantei errado, escorregando feio na pronúncia das mesmas. Faço questão de explicar o que se passa. Como artista de vanguarda que sou, resolvi pronunciar certas palavras num sotaque que poucos conhecem, originário da parte setentrional de um bairro lá de Londres, o Bloody Fuss. É isso. Uma semi-desconstrução das canções como forma de discutir a contemporaneidade obsoleta desses tempos, mas de forma tântrica, sacou? Agora é fé nos ouvidos e play nos dedos:

Rebel Rebel
Pra começar com tchu-tchu-ru-ru. Essa canção faz parte da fase anos 70 do David Bowie. Tipo de música que não consigo enjoar, razão pela qual eu estar disponibilizando aqui. Não a cantei inteira e ajustei pra meio tom acima do original. Aperitivo.

Eight Days a Week
No meu repertório violão-computador essa canção dos Beatles é clássica. Foi proposital o fato dela ter ficado mais fofinha do que já é. Fiz um teste, com o intuito de tirar uma onda, todo suave. Mesmo assim, gostei. Não recomendável para diabéticos.

Who’ll Stop the Rain
Essa foi só pra lembrar que continuo gostando do Classic Rock mais cru e clichêzão, personificado aqui pelo Creedence Clearwater Revival. Como na do Bowie, cantei só uma pequena parte. Petisco.

Nowergian Wood
Só pra lembrar que os Beatles continuam fundamentais pra mim. Senti falta da cítara tocada pelo George Harrison na versão original. Bem, não se pode querer tudo nessa vida. Vai assim mesmo. Paciência. Tocada aqui alguns tons acima do original, não me lembro quantos (dois e meio?).

Tuca Hernandes | Música | 12:15 pm | Comente que eu te comento (9)

October 9, 2006

PAGODE TIPO EXPORTAÇÃO

Isso não é gracinha minha. Existe mesmo. Hoje, ao caminhar na seção de eletrodomésticos de um supermercado, me surpreendi ao ver, na TV de tela gigante-monstro e home theater, um DVD de pagode com legendas em inglês. Do trecho que acompanhei, “docinho” foi traduzido para “darling”, e “todo mundo, batendo palminhas” ficou como “everybody, clapping your little hands”…

Ótimo. Muito bom pros gringos, que finalmente poderão compreender as mensagens dessas maravilhosas canções. O próximo passo pra conquista do império é termos as mesmas cantadas em inglês. Aí, quem sabe, possa acontecer algo similar com o que ocorreu na bossa nova, que, dentre outras músicas, gerou a clássica “Girl from Ipanema” pros aeroportos do mundo inteiro. O ápice viria no CD “Belo & Norah Jones – Conditional Lovers”.

Mundo globalizado é isso aí.

E vai mexendo, mexendo, mexendo… vai, vai, vai! (“And go moving, moving, moving… go, go, go!”)

Tuca Hernandes | Música | 11:47 pm | Comente que eu te comento (3)