FIAPO DE JACA

July 25, 2007

TELEVISÃO DE CACHORRO

Conforme a tradição de todos os sábados, os três, vinte e poucos anos, foram ao barzinho da moda atrás da mulherada:

- Olha essa! Olha essa!
- Quem? A loira ou a morena?
- A moreninha, é claro.
- Moreninha? Morenaça!
- A outra eu encararia.
- Eu também. Demorou!
- Que coisinha…
- Com um corpinho desse lá em casa, rapaz. Nem te digo…
- Bem que ela poderia chegar aqui na mesa, pegar na minha mão e desaparecer comigo por aí…
- Que loucura, que loucura… Isso sim que é mulher.
- Nove e meio pra ela!
- Nove e meio?
- É isso aí. Dez não, pra não ficar convencida demais.
- E eu tô ligando? É DEZ com louvor. Pode passar a régua! Ei! E essa? E ESSA?
- CARAAAAALHO!!!!
- Nassassinhora!!!!
- Mas que saúde, hein???
- Rapaz, me segura, vou ter um troço.
- Ah, eu já tô tendo um. Morro agora, mas morro feliz. Ô DELÍCIA!
- Vê só. Ela tem jeito de ser daquelas bem perfumadinhas.
- Se tem, delicadinha como só ela…
- Rapaz, uma coisinha dessa, mais um perfuminho… É um perigo!
- Pois é. Um sonho, olha aí. Bem na nossa frente. Não me conformo.
- Não se conforma com o quê?
- Sei lá, não me conformo. Olha lá. OLHA LÁ!
- Calma, Cidão. Não vai chorar como naquele dia, vai?
- Só vou aplaudir…
- Pô, Cidão, pega leve aí… ficar dando bandeira… Ai minha nossa, minha nossa!! Olhem só para o monumento que vem vindo à direita de vocês!
- Onde? Onde?
- Olha e disfarça, pô.
- VIXEEEE!!!!
- Meu Deus! Pára tudo!
- Mas vai ser gostosa assim lá em casa, minha filha!
- Ai, ai…
- Não é possível. Essa aí tem que vir com manual de instruções junto.
- Sabem o que eu faria com uma dessa?
- Eu faria um poema…
- O QUÊ????
- Qual o problema?
- Poema, Cesinha?! POEMA?!
- Ah, faça-me o favor, Cesinha!!! Francamente. Um corpão desses, e você me diz “poema”??? Francamente!!!
- Comigo seria outro papo… hehehe… Vocês nem imaginam… Aliás, nem queiram imaginar!!
- Você eu não sei, mas, antes de mais nada, eu pegaria ela assim, depois, assim, e, pra finalizar, bem assim, ó!
- Mas, peraí. Isso não é anti-higiênico?
- Com ela? De modo algum!
- Com ela não tem dessas não.
- Apoiado. Pode tudo. Sem limites.
- Rapaziada, sem limites é essa gracinha que acabou de se levantar na mesa aqui ao lado.
- Alguém aí me belisca pra ver se não é sonho!
- Ai, ai, eu daria tudo para ser esse vestidinho dela.
- E eu, as marquinhas do biquíni…
- Eu não, prefiro ser o namorado dela.
- O quê? Como você sabe que ela tem namorado?
- Ela e o cara aí do lado estavam de mãos dadas o tempo todo.
- E se for irmão?
- E desde quando irmão dá um chupão na irmã?
- O quê? Esse babaca beijou aquela boquinha linda? Não me conformo. Olha a cara de trouxa que ele tem. Faça-me o favor!!!
- Calma, Cidão, calma!
- Pois é, não muda nunca. Mulher gostosinha, bonitinha, nunca fica sozinha. Tem sempre um cara ao lado.
- Pois é, um babaca.
- Um otário…
- E por que nunca é a gente?
- Hein?
- Pergunta besta.
- É, cretina…
- Acontece que toda balada é a mesma coisa, da gente sempre indo embora sozinho e…
- OPA! Pára tudo! Ah, não! AH, NÃO! Olha ali! Acabou de cair uma DEUSA do céu, olha lá!
- Nooossaaa!!!!
- Viiiiiiiiixe Mariaaaaaa!!!
- PU-TA-QUE-PA-RIU!!!!!

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E que tal:

Tuca Hernandes | Comportamento, Amizade | 8:31 pm | Comente que eu te comento (9)

July 19, 2007

FOGO À VONTADE

Era uma vez uma choupana que ardia na estrada; a dona,-um triste molambo de mulher,- chorava o seu desastre, a poucos passos, sentada no chão. Senão quando, indo a passar um homem ébrio, viu o incêndio, viu a mulher, perguntou-lhe se a casa era dela.

-É minha, sim, meu senhor; é tudo o que eu possuía neste mundo.
-Dá-me então licença que acenda ali o meu charuto?

(Machado de Assis - Trecho do romance “Quincas Borba“, capítulo CXVII)

Sempre que vejo a forma como grande parte da mídia aborda tragédias como a dessa última terça, me vem na mente esse contozinho presente no “Quincas Borba”. O que tem de repórter por aí acendendo o seu charuto nos escombros de muitos parentes não é brincadeira. Mas a culpa não é dele. Afinal, tem um editor acima do mesmo. Mas a culpa não é do editor. Afinal, tem o dono do veículo de comunicação acima desse. Mas a culpa não é do chefão. Afinal, tem os anunciantes acima desse. Mas a culpa não é dos anunciantes. Afinal, tem os consumidores acima desses. Mas a culpa não é dos consumidores. Afinal, tem os fatos que atiçam a fome de consumo deles. Mas a culpa não é dos fatos. Afinal, as coisas acontecem, sabe? Sei.

O problema é que, por aqui, certas coisas acontecem mais do que o normal. Mais do que o tolerável. Bom pras fábricas de charutos.

Tuca Hernandes | Comunicação | 11:14 am | Comente que eu te comento (7)

July 17, 2007

A FRASE

Finalmente, ele tinha criado “A Frase”. Agora sim, acreditou, poderia ingressar na posteridade dos gênios, por ser o pai daquela pérola que muitos citariam por aí. Mas, como todo autor zeloso, optou por conservá-la secreta, reservando a melhor ocasião pra proferi-la. Não a diria pra qualquer um, afinal seria bem capaz que algum plagiador ambulante tomasse pra si o crédito. Isso não. Ou poderia acontecer algo pior, da mesma virar obra de “anônimo”. Assim, ninguém acreditaria nele depois, como sendo o criador da “Frase”. No mundo frágil das autorias, seria impossível comprovar a origem dela, mostrar o registro do nascimento a partir de seus neurônios. Uma vez pública, sem o justo crédito, ninguém acreditaria que ele seria o autor da “Frase”:

- Você, o autor daquela frase? Ah, conta outra, vai…

Julgou que o material que ele tinha na cabeça era bom demais pra ser revelado à toa. Dessa maneira, agiu como o compositor ciente de sua obra-prima, que sequer assobiava em público aquela melodia antes da mesma ser devidamente registrada. Sabia que, depois de mostrá-la ao mundo, de pouco importariam calhamaços de papéis com pensamentos seus. Muitos entraram para a história apenas com uma frase. Outros, com obras publicadas pela vida inteira, foram esquecidos sem piedade, provavelmente porque faltou aquela observação genial, grandes filosofias entre poucas palavras. Nada teria o poder de alcance da “Frase”. Pessoas o apontariam na rua:

- Você sabe quem é aquele ali? É o autor da frase.
- Aquela frase?
- Isso mesmo. Aquela.
- Uau… Lá vai o autor da frase então…

Esses pensamentos o animaram. Mas como tornaria tudo isso possível? Haveria uma maneira de registrá-la? Alguma estratégia que impusesse uma marca d’agua sua naquelas palavras? Não conseguiu encontrar nada que o convencesse. Os anos foram passando e nada de novo nesse departamento. A “Frase” continuava ali, na mente, pronta pra, no momento oportuno, presentear a humanidade. Diante de toda e qualquer decepção na vida, como términos de relacionamentos e falências nos negócios, havia o consolo de que, apesar dos pesares, ele era o autor da Frase, que o público haveria de conhecer ainda. Sim, ele não era um simples alguém.

Às vezes a escrevia em alguma folha, com o cuidado de que não tivesse alguém ao redor dele. Feito isso, a ficava admirando, pensando nas inúmeras possibilidades de uso dela. Era a musa do seu umbigo. Terminada a contemplação, riscava com a caneta por cima daquelas palavras, picotando e queimando o papel logo em seguida. Já velhinho, mais de cinqüenta anos após o descobrimento da “Frase”, ele continuava vez ou outra sendo surpreendido queimando algo no banheiro. E nem adiantava perguntar o porquê daquilo tudo. “Cuide de sua vida, que eu cuido da minha”, era a resposta padrão.

Certa vez, quase a soltou, numa discussão com um companheiro de asilo, mas o insulto que recebera não mereceria uma resposta tão sofisticada, elevada. Já imaginou? Além de ser agredido, correria o risco de perder a paternidade de sua sabedoria. Tantos anos pra nada? Precisava ser forte, resistir a tentação.

No leito de morte, decidiu se despedir do mundo em grande estilo, dizendo, finalmente, a “Frase”. Deixaria pro último ato um gesto de amor em prol da humanidade, revelando a sua obra-prima sem se importar com os créditos. Quando ia balbuciá-la pro enfermeiro de plantão, desmaiou na primeira sílaba, pra nunca mais acordar. Assim, levou pra cova toda uma filosofia. Ninguém a escreveria nos minutos de sabedoria. Ela jamais estaria impressa em camisas. Teria ajudado muitos a conquistarem garotas, outros, a encerrarem sabiamente uma discussão. Paciência. Deixou um mundo orfão daquelas palavras, que jamais veio a saber que “sábio é aquele que respeita a ignorância do outro”.

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Ps: Já está nas bancas a edição de julho da revista Petworld, onde, mais uma vez, você encontrará uma crônica minha, na última página. Nessa, eu comento que qualquer bicho pode virar animal de estimação. Como exemplo disso, cito os franguinhos que já criei dentro de meu apartamento, anos atrás.

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E que tal:

July 11, 2007

EXECUTIVO APANHA DE UNIVERSITÁRIOS AO SER CONFUNDIDO COM DEPUTADO

O executivo Alcebíades Franquezi, 53, foi agredido na noite de ontem por quatro jovens universitários na Avenida Paulista. Os estudantes, todos do terceiro ano do curso de sociologia da USPE (Universidade Somente Pra Estudantes), abordaram o executivo na saída do prédio do banco Credor’s Bank, onde o mesmo possui o cargo de vice-presidente. Segundo relatos de testemunhas, os quatro jovens, sem maiores explicações, começaram a dar petelecos na cabeça de Alcebíades, que tentava, em vão, se defender com a sua pasta 007. Um taxista que passava pelo local viu a cena e chamou a polícia, que prendeu em flagrante os universitários.

Um dos jovens, César Marx, 23, tentou justificar a agressão alegando que tinha confundido o executivo com um deputado. “Ele tinha todo aquela jeitão de político, sabe? O ar arrogante, o gel no cabelo, aquele terno caro, o rolex no pulso. A pasta, que devia estar cheia de dólares ganhos em alguma negociata naquele banco. Essas coisas.”, explicou César. O executivo, que não teve nada roubado, continuava bem assustado logo após o exame de corpo de delito, que não constatou danos físicos causado pelos petelecos na cabeça: “Eles ficavam ali, dizendo, a cada tapinha na minha cabeça, coisas como ‘Essa vai pro escândalo do mensalão’, ‘Essa vai pros superfaturamentos de obras’, ‘Essa vai pro estado da nossa educação, da saúde, das estradas…’. De repente, eu virei o culpado de todos os males de nosso país. Foi horrível. Horrível.”, disse Alcebíades, minutos antes de embarcar pra uma estadia de duas semanas em Paris, pra se recuperar do estresse sofrido.

O delegado responsável pelo flagrante, Geraldo Fontes, revelou que tal prática vem se tornando comum na região da Avenida Paulista, local de grande concentração de executivos e políticos. Segundo ele, a aparência em comum das duas classes leva as pessoas a fazerem confusões como a ocorrida na noite anterior. “Desse modo, alguns universitários, sobretudo aqueles dos cursos de humanas, apressados em representar a sociedade, acabam se precipitando ao darem petelecos na cabeça da pessoa errada.”, explica Fontes. Os quatro jovens serão indiciados por tentativa de lesão corporal e constrangimento público.

Reação
Consternados com o caso, alguns membros do Senado e da Câmara Federal marcaram pra tarde de hoje uma sessão de repúdio a agressão do executivo. Segundo o deputado federal Érico Ruppito (PQP-RO), “tal violência não pode ficar impune, temos que fazer algo. Não podemos andar por aí como se fossemos saco de pancadas desses jovens irresponsáveis. Estamos cansados de sofrer tanto preconceito dessa sociedade mais intelectualizada. Agora, agridem um pobre executivo imaginando que o mesmo seja um de nós. Chega!” Outro deputado, Saulo Dezporcento (PVTNC-PA), já adiantou que, diante dessa onda de agressões, está preparando, em caráter de urgência, um projeto de lei que visará aumentar segurança dos parlamentares: “Trata-se do CEPP, Contribuição Eterna de Proteção ao Parlamentar, que incidirá sobre as transações bancárias, da mesma forma que a CPMF. O dinheiro arrecadado com isso irá diretamente pra investimentos na segurança de nossos nobres colegas.”, relata Dezporcento.

Até o momento, nenhum grupo de defesa dos direitos humanos demonstrou interesse pelo caso.

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Ps: Post escrito sob o incentivo moral do Hedonismo’s Corporation.

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E que tal:

Tuca Hernandes | Política | 8:11 pm | Comente que eu te comento (10)

July 4, 2007

AS PRIMEIRAS VEZES DOS HOMENS

Momento nostalgia, patrocinado pela Jontex. Na minha época - sim, já sou desses que, diante de certas mudanças, já posso começar uma frase assim - existiam alguns personagens que tinham participação freqüente na iniciação sexual dos meninos mais crescidos, já na adolescência. Pincei da memória alguns desses:

- A Prima De Um Amigo Da Rua: normalmente alguns anos mais velha que a molecada, essa aí gostava de dar. E muito. Os garotos da rua ficavam em polvorosa quando vinham a saber que ela viria numa determinada tarde, só pra aquilo. No entanto, nem todos tinham acesso a ela. Só os mais chegados do primo, no que devia dar, no máximo, nuns cinco felizardos. Bem, nem tão felizardos assim, uma vez que essa era normalmente feia de assustar, tanto de rosto quanto de corpo. A musa do colégio mesmo, jamais. Mas não importa, iriam transar, nem que fosse nos quinze segundos mágicos interrompidos pela ejaculação precoce. Ponto pra virilidade recém descoberta. Acabada a sessão, vinha o próximo da fila, igualmente ansioso. Alguns mais animadinhos voltavam pro fim da fila, na frente da porta do quarto dos pais do primo que, no momento, estavam fora de casa, é claro. Nunca fui convidado pra essas sessões. Nunca cheguei perto da Prima Do Amigo Da Rua. Bem, talvez ele não fosse tão amigo meu assim. Tudo bem, elas eram sempre feias de doer mesmo.

- A bezerra Zezé ou a cabra Lilica: zoofilia, isso pode ser mais comum do que você imagina, sobretudo na infância da roça. Certa vez, na hora do almoço, eu presenciei uma conversa entre a peãozada de uma fazenda. Entre uma garfada e outra na marmita, eles começaram a relembrar de suas primeiras namoradinhas, lá no sítio ou bairro do interior onde moravam. Pra minha surpresa, quase todos ali tinham se iniciado com um animal, que, invariavelemente, era uma bezerra ou uma cabra. Como nenhuma menina dava bola pra eles, aliada a uma certa timidez, o jeito era dar vazão aos hormônios junto a bicharada mesmo, que não se incomodava muito com o assédio. O mais curioso é que tudo isso ia sendo recordado com a maior naturalidade possível, vez ou outra com um brilho nos olhos, como se realmente tivessem falando de algum antigo amor do colégio. Da roda de conversa, rapaz da cidade grande, eu era o único que havia cometido a bizarrice de se iniciar com uma mulher mesmo. Preferi ficar calado.

- A Prima, mesmo: certos primos e primas crescem numa intimidade fofinha, sempre juntos, sob o olhar carinhoso dos pais, que, de alguma forma, sentem que ali está a continuação da família. No entanto, lá perto da adolescência, o contato constante passa a sugerir outras brincadeiras, num choque de hormônios que deixa as bonecas e os carrinhos em segundo plano. Em grande parte dos casos, não passa de uma fase, nada além da primeira base, com cada qual preferindo investir em certas intimidades com alguém fora do círculo familiar mesmo. Em outros, passam da primeira base, percorrendo todo o percurso, que, muitas vezes, vai resultar, depois de anos, numa séria conversa com o resto da família, mais do que desconfiada com aquelas escapadas nos natais, aniversários, etc…

- Shéron, a prostituta: pra um adolescente que tem ereções instantâneas diante certas capas de revista, a possibilidade de, mediante alguns trocados, conferir de perto a pele e tudo mais de uma mulher é mais do que tentadora. Ideal pros mais ansiosos, principalmente pra aqueles que recebem uma boa mesada. Economizam no lanche do colégio pra, no fim do mês, passarem uns bons minutos naquela casinha lá da esquina. Moro numa região que possui várias dessas casas, discretas. Na hora do almoço, é um entra e sai frenético de moleques com roupa do colégio, adolescentes na faixa dos quinze a dezoito anos. É bem capaz que muitos desses tenham as suas namoradinhas, que transem até com elas. Mas as coitadinhas provavelmente não fazem como a Shéron. E, pra muitos, se fizerem, é fim do namoro, no ato. Que negócio é esse?

- A namoradinha: no início, ela nega uma intimidade maior. O passeio das mãos sobre aquela pele tem limites, no que ela deixa bem claro naquele olhar de leve censura, enquanto os dedos do rapaz são afastados pra uma região menos sensível, como o cotovelo. Mas, conforme o tempo vai passando, ela começa a considerar, inconscientemente, a queda dos vários muros sobre ela, afinal aquele é um cara legal. E de confiança, principalmente. E assim, num belo dia, tudo é conquistado, num intercâmbio que vicia os dois lados. É a melhor das iniciações, pois possibilita um compartilhamento contínuo e crescente da intimidade, sem a pressa bruta da Prima Do Amigo Da Rua, da bizarrice da bezerra Zezé e da cabra Lilica, do tesão dissimulado da prostituta Shéron, dos encontros afobados com a prima, mesmo. Feliz daquele que teve, lá no início, a namoradinha. Fui um desses.

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E que tal:

Tuca Hernandes | Sexo, Memórias | 11:22 am | Comente que eu te comento (6)