FIAPO DE JACA

March 31, 2007

ALDEMIR SILVA

Ele fazia uns comentários bacanas por aqui. Um jeitão de pessoa do bem, sabe? Desses que dava orgulho de ter como leitor. Ao ler o blog dele, ótimo, de uma generosidade enorme ao compartilhar seus conhecimentos sobre informática, encontrávamos avisos que a saúde não ia bem. E que voltaria assim que melhorasse.

Voltou muitas vezes, pro alívio de quem o acompanhava.

Agora, se foi de vez, aos 25 anos.

Uma pena.

Descanse em paz, meu caro.

:(

Tuca Hernandes | Blogs, Amizade | 1:59 pm | Comente que eu te comento (2)

March 27, 2007

VAI SUAR, VAGABUNDO!

Isso aconteceu numa sessão de uma dessas CPIs que tivemos no ano passado. Ou seria no ano retrasado? Sei lá. São tantas, infelizmente, que acabo me atrapalhando na citação. Enfim, o nobre digníssimo excelentíssimo dotô deputado, acuado por denúncias, resolveu se defender ali mesmo, frente as lentes da TV Câmara, berrando feito o Felipão na beira do gramado:

- Respeitem o meu histórico de vida! Tenho honra! Tão vendo esses braços aqui? Tão vendo? Eles já carregaram muito saco de arroz nessa vida. Ainda menino, eu ajudava o meu pai. Eu já trabalhava! Carregando saco de arroz! SACO DE ARROZ!!! O dia inteiro! Ano após ano! Debaixo de sol e chuva! Portanto, me respeitem!

Meses depois, apesar das evidências contra ele, o Congresso o absolveu das acusações, nessas pizzas já tradicionais lá de Brasília. Mas até hoje, o discurso nervosinho do figura continua reverberando na minha cabeça. Emblemático. Um belo exemplo da maneira como muitos encaram o trabalho meramente físico, como algo mais do que santo, em detrimento de quem vive do esforço intelectual. Com isso no currículo, o indivíduo tem uma espécie de piques, que o livra, teoricamente, de qualquer julgamento moral, por toda a vida.

Não quero aqui desmerecer aqueles que garantem seu sustento carregando sacos de chumbo ou de arroz durante horas, por toda a semana. Nobre, muito nobre, como todo trabalho que ajuda a construir algo, seja físico ou não. Mas é curiosa a maneira como grande parte da peãozada - e de nossa população - enxerga aqueles que trabalham sem despejar uma só gota de suor:

“Ficar na frente do computador? Ah, isso não é trabalho, sô! Trabalho mesmo é isso aqui que faço, carregando cimento pra cima e pra baixo, o dia inteiro. Olha o muque. Os calos! Tá vendo?”

Eu me tomo como exemplo. Durante mais de dois anos, trabalhei direto em casa, no computador, editando e desenvolvendo conteúdo pra uma editora que publicava guias de produtos para animais. Não era preciso sair de meu apartamento pra tanto, uma vez que a comunicação com a empresa, sediada numa cidade do interior a 120 quilômetros daqui, era feita pela internet mesmo. Coisas do mundo moderno. Comparando-se com a rotina que eu levava antes, de veterinário de campo sujeito a eventos como calotes de fazendeiros e acidentes na estrada, tive um aumento significativo na qualidade de vida, ganhando um pouco mais até, no conforto da minha casa.

No entanto, pelo fato de não estar fazendo do trabalho o martírio de minha existência, pessoas próximas a mim viviam me perguntando, preocupadas, quando é que eu voltaria a ter um trabalho “normal”. Afinal, trabalhar daquele jeito, de bermuda e chinelo, não dava. Alegavam que não era uma atividade séria como a que eu tinha antes, quando eu saia de madrugada e voltava pra casa exausto, já tarde da noite. E pouco importava se eu estava ganhando mais.

Vai entender…

Mas, pensando bem, posso usar ao meu favor episódios da minha fase de veterinário-peão, caso um dia desses eu precise defender a minha honra. Eu gritaria indignado, que nem o coitadinho do deputado lá que carregou sacos de arroz:

- Tá pensando o quê? Eu tenho honra! Respeite o meu histórico de vida! Durante mais de cinco anos, eu já tomei muita bicada de avestruz! Já fiz muita autópsia nesses bichos, já podres, debaixo do sol do meio dia!!! Com uma multidão de moscas varejeiras ao meu redor! Tá pensando o quê? Me respeite!

E o pior que é verdade. Ou melhor? Sei lá.

March 22, 2007

EM BUSCA DO SUCO SEM ATALHOS

Eu disse que tinha ido tomar um suco de laranja, numa padaria aqui perto. “Que absurdo”, retrucaram, “com meia dúzia de laranjas, compradas numa quitanda qualquer, você pode tomar muito mais suco. Muito mais! Ir na padaria pra quê?”. Diante do espanto alheio, confessei que minha motivação mesmo fora o pequeno passeio, não a sede em si. Afinal era uma manhã de céu azul, de sol que não machuca a pele. A ida pra padaria fora apenas uma desculpa pra respirar um pouco do ar matinal, além da varanda e das janelas. Viver, durante uns minutos, aquele sentimento meio bobo de se ver num comercial de margarina, mas sem a companhia da família sorriso Colgate e do cachorro Labrador simpaticão. Sentar no balcão, e pedir o suco entre sorrisos. Só isso. Pequenas celebrações do dia-a-dia, sacou? Não sacaram. “Mas veja bem, basta espremer umas laranjas em casa mesmo. Ir na padaria pra quê?”

Nem sempre o mais prático é o que traz maior satisfação. Se eu tivesse me rendido ao espremedor de laranjas em casa, eu apenas teria tomado o suco e ponto final. Sem trajeto ensolarado algum, na sombra sem sal ofertada pelas paredes e o teto de meu apartamento. Chato isso.

Isso me fez lembrar de certos caminhos que eu prefiro fazer de carro, rejeitando os atalhos. “Ei, vai por aqui, é mais perto!”. Mas, pôxa vida, mas por aí eu não terei aquela paisagem que gosto, entende? Sacrifico um ou dois minutos a mais de “improdutividade” a favor de algo que me faz bem. Se não há compromisso algum pela frente, se não estou atrasado, qual o problema, ora essa? Ô mania que muita gente tem de ser pragmática, em todos os segundos dessa vida, não? Por algum tipo de inércia, devem imaginar que estão disputando uma espécie de concurso de eficiência que, pensando bem, deveria ficar lá no emprego. Não aqui, na vida pessoal.

Portanto, por causa da manhã bonita lá fora, dispenso o espremedor de laranjas aqui de casa, já meio empoeirado. Melhor deixar isso pra dias frios e nublados. Se for assim, que encham de mofo as laranjas lá da cesta de frutas. Que fiquem cinzinhas, cinzinhas…

Tuca Hernandes | Comportamento | 1:31 am | Comente que eu te comento (10)

March 19, 2007

LINDA

A minha Patricinha - no bom sentido, hein? - faz aniversário hoje. Trinta anos. Nem parece. Vivem dizendo por aí que ela parece ter uns dez anos a menos. Concordo. Balzaquiana? Uma ova. Acho um termo feio, parecido com nome de doença, e que não combina nem um pouco com ela. Pois ela continua com um jeitinho de menina, sem deixar de ser um mulherão como poucas. Quem a lê, lá no Cintaliga, há de concordar comigo.

Ela é linda, especialmente linda, dessas que inspiram projetos de Vinícius de Moraes por aí. Talvez foi pensando numa mulher como ela que o próprio Vinícius escreveu a letra da música transcrita logo abaixo:

ASTRONAUTA

Quando me pergunto
Se você existe mesmo, amor
Entro logo em órbita
No espaço de mim mesmo, amor

Será que por acaso
A flor sabe que é flor
E a estrela Vênus
Sabe ao menos
Porque brilha mais bonita, amor

O astronauta ao menos
Viu que a Terra é toda azul, amor
Isso é bom saber
Porque é bom morar no azul, amor

Mas você, sei lá
Você é uma mulher, sim
Você é linda porque é.

Sim, ela é a minha menina. E que eu amo muito. Mas muito mesmo.

Sortudo eu, não?

Tuca Hernandes | Meu Umbigo | 6:45 pm | Comente que eu te comento (5)

March 8, 2007

SUMIDOS

Meio da rua, uma tarde qualquer. Um reencontro por acaso, quase um esbarrão. Olhares recíprocos de “você? por aqui???”.

- Betão!
- Graaande Cícero! Quanto tempo!
- Pois é. Uns cinco anos?
- Por aí… A última vez que te vi foi no aniversário de um ano do Paulinho, o filho do Zeca.
- É verdade… Um mês antes do início da Copa de 2002. Lembra?
- Exatamente! Eu e você ficamos defendendo o Ronaldinho Fenômeno, enquanto que o restante dizia que ele estava acabado… Quase deu briga lá. Quem via pensava que a gente era parente do Ronaldinho…
- É mesmo! Mas e então, rapaz? O que aconteceu na sua vida desde então? Você sumiu!
- Ah, você é quem sumiu, Cição!
- Ok, nós sumimos. No meu caso, foi por causa dessa loucura que se tornou minha vida. Muito trabalho. Direto.
- Ah, trabalho é o meu nome. Tem gente que me chama de “Cícero Trabalho”. E com razão. Tem dia que só durmo meia hora. Diretor executivo sofre, viu?
- E eu? Depois que consegui a sub-gerência da região sudeste lá na empresa, não é raro eu ficar três dias acordado, só na base de café e anfetamina. Também pudera, hoje em dia eu acumulo o trabalho que sete pessoas faziam antigamente. Reestruturaram tudo lá.
- É Betão… Quem diria, hein? A gente trabalhando que nem gente grande. Engraçado isso.
- E bota engraçado nisso! Justo a gente, dois porras-locas, desde moleque.
- Cara, lembra da Dona Cotinha, que fazia o sinal da cruz toda vez que via a gente?
- Ô se lembro! Até hoje dizem que o enfarto que a matou foi por nossa causa. Não duvido. Quantos anos a gente tinha na época? Uns dez?
- Por aí, por aí… A gente aprontava muito desde quando nos conhecemos, aos 3 anos, quando você se mudou lá pra rua.
- Daí em diante, quanta história, hein?
- Rapaz, a gente não se desgrudava. Todo mundo imaginava que a gente fosse irmão-gêmeo, desses que não são idênticos. Estudamos juntos, na mesma escola, até o colegial. Vivemos na mesma rua durante esse tempo todo!
- Nem na faculdade nos desgrudamos, lá no interior. Fizemos cursos diferentes, mas moramos na mesma república. Essa fase foi a mais doida!
- Nossa. Era todo dia uma confusão. Lembra de quando você pediu em casamento aquele travesti, de joelhos? Coitado, ele até aceitou.
- Nossa, eu tava bebaço, pra variar. Lembro que eu tava pagando uma aposta que perdi.
- Pois é. Você apostou com o pessoal que dançaria lambada com uma vassoura, bem na sacristia da principal igreja da cidade, em plena missa das seis.
- E dancei. Mas perdi a aposta porque eu tava com um rodo. Não uma vassoura. Ninguém perdoou. Você tentou me defender, mas não adiantou.
- Bons tempos, hein? Além das boas lembranças, eu devo minha vida a você, Betão! Você!
- Ih… De novo aquele assunto? Já falei que faria tudo novo. Foi de coração. Precisa agradecer não. Desencana. Olha aí, tá chorando de novo…
- Pô, não é todo dia que um amigo ajuda o outro doando um dos rins. Só pude sofrer o transplante por sua causa, rapaz. Foi barra depois da faculdade… Por causa disso, nem consegui ficar com raiva quando você me disse que se casaria com a Maria Cecília…
- Você não continua achando que ela foi o grande amor da sua vida, não?
- Ah, fiquei meio chateado na época, por causa dos cinco anos de namoro com ela, do fim sem explicações, essas coisas… Mas, enfim, ela está em boas mãos, com você, e é o que importa.
- Ih, não mais. Nos separamos. Coisa de uns dois anos já. Ela foi viver com a secretária dela. Tão praticamente casadas.
- É mesmo? Que coisa… Ainda bem que vocês não tiveram filhos.
- Tá brincando? Temos cinco.
- Mas vi vocês há cinco anos, sem filhos…
- Então, logo em seguida ela ficou grávida de trigêmeos. Depois, por acidente, de gêmeos…
- Que coisa. Como não fiquei sabendo de tudo isso??? Filhos, separação…
- Ué, você sumiu, não deu mais notícias, vou fazer o quê?
- Já te falei, muito trabalho… Muito mesmo…
- É mesmo, você falou… Não posso cobrar muito, como você sabe…
- Sei, sei… a sub-gerência da região sudeste… E eu, a diretoria executiva…
- Pois é…
- Mas e então? Continua solteiro?
- Que nada! Juntei os trapos! Eu e a Marília estamos esperando o nosso primeiro filho. Ela está de sete meses já.
- Marília? A Marilinha? A irmã gordinha, vesga e fanha do Zé Besteira?
- Isso mesmo!
- Que bacana! A insistência dela deu certo, hein? Lembro que ela jurava, desde os dois anos, que se casaria com você. Que legal!
- Tá vendo, só? Apareça uma noite dessas lá em casa, pra um jantar. A gente vive falando de você, todos os dias. Saudade braba!
- Pô, eu também. Não é justo eu ficar tanto tempo assim sem conversar com o cara que foi praticamente o meu irmão… Não é justo! Mas pode deixar, vou um dia sim. É só marcar. Aliás, onde você está morando?
- Ainda naquele apartamento, lá no Itaim.
- Sério??? Que coisa… eu também não saí do Itaim!
- Ah, não me diga que você continua morando naquele apartamento… ao lado do meu!
- Sim, eu não me mudei.
- Então… ainda somos…
- …vizinhos de parede!
-…
-…

Os dois ficam calados durante uns dois minutos. Sentem que é hora de se despedirem. Por fim, abraçam-se, dizendo quase ao mesmo tempo:

- Mas ó… vê se não some, hein?

Tuca Hernandes | Trabalho, Amizade | 1:59 am | Comente que eu te comento (8)

March 5, 2007

JÁ TEM NOME?

Não tem como prever se determinado nome recém-criado vai fazer sucesso ou não. No caso da Coca-Cola, por exemplo. Gostaria de saber como a marca nasceu, se demorou dias para que alguém enfim escrevesse com convicção “Coca-Cola” em alguma folha, concluindo “Taí, gostei… Vai ser isso!”. É bem provável que antes do registro definitivo outros nomes tivessem sido considerados, razão de muito bate-boca entre os sócios responsáveis pela nova marca que ali surgiria:

- Tá doido? “Coca-Cola”? Ficou uma merda isso.
- Por quê? Eu gostei… Tem tudo a ver com o produto, feito de coca e…
- Um momento, meu amigo. Você acha que, em sã consciência, alguém vai entrar numa lanchonete pedindo por esse nome ridículo pra matar a sede? “Ei, por favor, uma… Coca-Cola…” Credo. Até dói nos ouvidos. Esse é o típico nome que espanta o consumidor.
- Ok, você tem outra sugestão então?
- Sim, uma bem melhor… Lá vai: PEPSI!
- Saúde.
- Hein? Saúde o quê?
- Ué, você não acabou de espirrar?
- Não… Pepsi é a minha sugestão… Acordei hoje com esse nome na cabeça e…
- Que bosta. Tá falando sério? Me desculpe, mas ficou meio gay…
- Gay é seu jeito de administrar essa empresa. Nem nome sabe escolher… “Coca-Cola”… francamente!
- Quer saber? Vai ficar isso mesmo! Caso você não se lembre, sou o sócio majoritário dessa joça aqui. Se quiser, abra uma outra empresa que fabrique refrigerantes com o nome que VOCÊ bem quiser… Pepsi, Pepsi… é cada uma que tenho que escutar, viu?
- Pois bem, é isso mesmo que vou fazer… Não quero estar aqui quando o barco afundar… Passar bem!
- Já vai tarde…

Dependendo da expectativa gerada em torno do produto em si, a escolha do nome produz um drama que se assemelha ao vivido por muitos pais de primeira viagem. Esperam que a criança seja especial, razão mais do que justificável para a escolha do nome perfeito. Assim, ficam quase toda a gestação especulando entre Joões e Marias, até se decidirem minutos antes do parto. Alguns, ficam tão confusos que, se pudessem, dariam o nome de “Filho” ou “Filha” pra criança, tamanha indecisão diante de uma lista interminável de opções. Voltando ao tema comercial, só quem se vê obrigado a criar uma marca sabe do que estou falando. Responsabilidade de originar algo que funcione como abre-alas de um conceito. Quem sabe o diferencial de um produto que tem similares aos montes.

Vivi isso nessa semana, quando fiquei caçando um nome que se encaixasse decentemente num projeto que há tempos venho idealizando. E que ainda, por razões pessoais, continua secreto. Rascunhando entre obviedades e termos ridículos, consegui enfim pescar algo convincente por aqui. Não foi um caso de “eureka!”. Mas, ao que parece, o resultado tem a ver com a proposta da coisa. Do tal produto. Agora, só falta o slogan, funcionando como sobrenome da minha “Coca-Cola”.

Publicitário amador é isso aí!

Tuca Hernandes | Comunicação | 7:50 am | Comente que eu te comento (9)

March 1, 2007

DOUTOR LANGRUBER RESPONDE – Parte 2

Com vocês, novamente, o sexólogo moldaviano Dr. Ygor Langruber, já devidamente apresentado nesse post aqui. Hoje, dentre milhões de questões enviadas, só teremos um e-mail a ser respondido:

“Antes de começar, gostaria de esclarecer que sou uma mulher que nunca gostou de homens. Mulheres? Também não, nojo total. Minha experiência com ambos é nula. No entanto, isso não quer dizer que minha vida sexual seja inexistente. Muito pelo contrário. Sexualmente falando, devo ser uma das mulheres mais realizadas desse mundo. Gozo muito. Tudo isso graças aos parceiros mais fantásticos que existem na face da Terra: os meus consolos e vibradores. Isso mesmo, Dr. Langruber. Com meus apetrechos, não preciso de mais nada. Quase todos alegam que é necessário o contato humano, pele na pele, para que as relações sexuais sejam plenas e satisfatórias. Comigo não, pois odeio pessoas. Tenho um asco imenso de nossa espécie. Convivo por obrigação mesmo, o que se há de fazer, não? Nada de intimidades. Tenho ânsias de vômito só de imaginar a pele suada de alguém roçando na minha. Assim, apesar de adorar todos os meus “brinquedinhos”, existe um mais do que especial pra mim. É o Mike, um consolo tamanho GG², da série African Dream. Estou apaixonada por ele. Perdidamente apaixonada. Vivo sorrindo pelos cantos ao lembrar de nossos momentos, noites e noites de entrega total. No trabalho, venho ficando cada vez mais distraída, com um ar de adolescente apaixonada pelo primeiro namoradinho. Nas folhas que encontro, escrevo direto nossos nomes dentro de um coração desenhado por mim. Amor, Dr. Langruber! Amor! No entanto, meus pais já perceberam os sinais da paixão em mim, como o sorriso constante e a vontade de sair dançando pelas ruas. Agora, querem porque querem conhecer o responsável por tudo isso. O que faço? Marco um jantar com eles pra apresentar o Mike? Será que eles entenderiam o meu amor?”

(Célia do Mike – Rio de Janeiro,RJ)

Seu caso guarda várias semelhanças com uma dona de casa inglesa que se apaixonou por um pepino. Nesse, o desfecho foi trágico, quando a mulher resolveu se jogar do vigésimo quinto andar, ao perceber que a empregada pegara inadvertidamente o legume indefeso, cortando-o pra salada do almoço. Muito triste. Mas enfim, no seu caso, antes de mais nada, o importante é que você esteja satisfeita com sua vida sexual, algo que pode ser evidenciado em seu depoimento, Célia. Isso foi conquista sua, que respeita tudo aquilo que o seu corpo pede. Parabéns. No entanto, como é comum em casos dessa magnitude, há uma necessidade imensa de aprovação pela sociedade, mais especificamente dos familiares. Fuja disso. Se reserve ao direito de continuar com sua excelente vida sexual sem intromissão de terceiros, seja lá quais forem esses. Sendo assim, sugiro - até como forma de aumentar o fogo entre você e o Mike - que esse relacionamento continue secreto, dando aquele ar de coisa proibida. Prolongue o máximo que puder essa bonita história, que só diz respeito a vocês e mais ninguém. Afinal, nada mais triste pra uma mulher feito você começar a comprar com tédio as pilhas do companheiro…

Tuca Hernandes | Sexo, Doutor Langruber | 12:15 am | Comente que eu te comento (4)