FIAPO DE JACA

January 26, 2007

AIFONE, MAIS NOVIDADES

Muita gente já comentou por aí a respeito do tal iPhone, como foi o caso do Rodrigo Ghedin e do Marmota. Meio mundo já sabe que o trequinho funciona como telefone, player de música, e navegador de internet. Mas… e dai? Só isso??? Ooooh… grande coisa… Até aí, não me convenceu. Mas, depois de assistir ao vídeo abaixo, um comercial sobre o aparelhinho, comecei a reavaliar os meus conceitos sobre ter ou não um iPhone. Ok, eu concordo. É revolucionário sim:


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Tuca Hernandes | Curiosidade | 5:00 pm | Comente que eu te comento (7)

January 23, 2007

DOUTOR LANGRUBER RESPONDE - Parte 1?

Ciente da necessidade de cooperar com a conscientização sexual de nossa sociedade, resolvi abrir espaço aqui no blog para o Doutor Ygor Langruber. Para quem ainda não o conhece, ele é um dos sexólogos mais respeitados de nossa era, responsável, dentre outros feitos, pela desmitificação do homem lésbico, através de um estudo comparativo com amebas da Moldávia, sua terra natal. Ele descobriu o meu blog por acaso, quando tentava procurar pelo Google algumas informações sobre a jaca que, segundo algumas lendas indígenas, teria um poder afrodisíaco avassalador quando ingerida com cutículas de curupiras metrossexuais. Ao perceber que meus leitores eram pessoas de mente aberta, ele me pediu a gentileza de abrir um espaço aqui de perguntas e respostas relacionadas a sua área, de sexologia neo-contemporânea. Pra começar, seguem abaixo dois casos, respondidos com a inquestionável sabedoria do pesquisador moldaviano:

“Doutor Langruber, desde que me entendo como gente, sempre fui gay. Jamais tive vergonha dessa minha condição, muito pelo contrário. Me orgulho bastante de ser quem eu sou. Nos meus quarenta e dois anos de vida, nunca tive dúvidas quanto a minha sexualidade. Sou muito bem resolvido, algo que o meu atual namorado pode confirmar. Mas uma coisa me vem incomodando ultimamente: a minha nova secretária. Toda vez que ela entra na minha sala, me invade um estranho e inédito desejo de rasgar a roupa dela e fazê-la mulher ali mesmo, em cima da minha mesa. O pior é que pareço estar sendo correspondido, uma vez que ela vive me convidando pra tomar um cafezinho no apartamento dela. Não sei por quanto tempo agüentarei viver assim, reprimindo esse desejo. Às vezes, tenho vontade de sumir, fugir por aí sem rumo, só de pensar na possibilidade de ir pra cama com uma mulher. Com base em tudo isso, Dr Langruber, pergunto: será que estou com algum desvio sexual? Há algum tratamento para evitar que eu caia na heterossexualidade? Me ajude!”

(Beto Sensível – Florianópolis, SC)

Caro Beto, o processo pelo qual você está passando pode acontecer com muitos homossexuais convictos, feito você. Nós, da sexologia neo-moldaviana, costumamos chamar isso de “Conduta Reversa Genicoflexória”. Como acontece em 99,45% dos casos, temos aí uma condição na qual a sua secretária assume – pra você, inconscientemente - o papel de sua mãe travestida de George Clooney, fazendo com que sua percepção entenda que ela lhe trará os benefícios de uma saudável relação homoerótica. Como se vê, nada de anormal acontece com você. No mais, banhos frios, muita masturbação, e jantares a luz de velas com seu namorado podem ajudá-lo nesse processo de volta ao que você sempre foi. Em caso de maiores dificuldades, demita a sua secretária.

—–

“Olá, Doutor Langruber. Admiro muito o seu trabalho, que acredito ser de extrema importância pra resolver os problemas sexuais de muitas pessoas mundo afora. Espero então que você resolva o meu. A questão é justamente a ausência de problemas nesse sentido. Isso mesmo, doutor. Em quinze anos de casamento, eu e minha mulher jamais tivemos dificuldades para viver uma vida sexual saudável e sem tabus. Nunca precisamos recorrer a métodos alternativos para esquentar a nossa relação, como fantasias, vídeos pornôs, amantes, etc. Continuamos com um tesão mútuo natural, que resistiu a tudo aquilo que os outros casais julgam ser a razão da decadência de suas vidas sexuais. Por causa disso, eu e minha esposa precisamos mentir pros nossos casais de amigos, ao falarmos que somos como eles: desinteressados pelo parceiro por causa de inúmeros motivos como filhos, idade, trabalho, televisão, rotina, etc. Mentimos para criar uma identificação social, de forma que continuemos recebendo convites para os churrascos de confraternização que tanto nos agradam. Como estamos cansados de dissimular dizendo que, por exemplo, preferimos assistir Faustão a transar com a “coisa ao lado”, pedimos seu auxílio, Dr Langruber, para que nos dê algumas dicas que façam a nossa vida sexual decair. Queremos ter problemas sexuais. Queremos ser adultos normais, feito nossos amigos. Não seres de outro planeta, como acontece hoje em dia. Obrigado.”

(Anormal Bizarro – São Paulo, SP)

Querido Anormal, na cultura ocidental, oriental, e setentrional, é tradição que a vida sexual dos casais decaia após alguns anos de acasalamento casamento. Faz parte da etiqueta social. Quem rompe com esse padrão, como é o seu caso e o de sua esposa, acaba por ficar à margem da sociedade, resultando no uso de máscaras para que a sociedade os aceite. Sendo assim, é compreensível a angústia pela qual vocês passam. Se em quinze anos de casamento vocês continuam tão ativos sexualmente quanto no começo do relacionamento, resistindo as inúmeras dificuldades que a vida em comum os fez passar nesse tempo, lamento dizer que vocês estão condenados a viver o resto de seus dias dessa forma, loucos de tesão um pelo outro. Mesmo assim, caso seus amigos e os churrascos tenham tanta importância assim, avalie as duas únicas saídas que talvez venham a resolver o problema. A primeira, mais simples, é vocês se matarem. A outra, um pouco mais trabalhosa, é vocês tornarem-se fiéis da igreja responsável por esse fórum aqui.

January 17, 2007

BORAT

Apesar de ser uma nação gloriosa, o Cazaquistão possui os seus defeitos também. Considerando-se isso, o governo de lá resolveu enviar para os EUA o seu segundo melhor repórter, incumbido de aprender valiosas lições com a sociedade americana, responsável pelo país mais avançado do mundo. O resultado dessa missão pode ser conferido no “documentário” Borat - o Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja À América.

Vi esse filme semana passada aqui em São Paulo, em uma pré-estréia. Um conselho meu: se você tiver algum grave problema que o impossibilite de gargalhar seguidamente, durante mais de uma hora, como hérnia no abdômen, fuja. Nem passe na frente do cinema. Ignore. Agora, se você, como eu, tem passe livre pra dar risadas sem contra indicações, vá em frente. Esse é um dos raros filmes onde o trailer realmente cumpre aquilo que promete. Humor non sense, desconcertante.

Em sua passagem pelos EUA, Borat, vivido pelo comediante inglês Sacha Baron Cohen, consegue, com seus hábitos bizarros de cidadão cazaque, provocar o americano ora refém do conservadorismo da era Bush, ora respeitador obsessivo das regras do politicamente correto. E tudo isso num clima de pegadinha, mas bem longe da tosquice de um João Kleber e Cia. Simpático e ingênuo, Borat vai colecionando reações perplexas de seus entrevistados e novos amigos ao longo do filme. Perdoa-se quase tudo dele. Afinal, segundo o cidadão norte-americano, o cara veio lá do Cazaquistão, um distante país da Ásia Central, onde devem ser mais do que normais todos aqueles comportamentos. Parte da cultura deles, é claro. Inclusive a naturalidade com a qual um suposto cidadão cazaque encara certas práticas sexuais condenadas aqui no Ocidente, como estupro, incesto, promiscuidade…

O filme teve uma repercussão extra devido aos protestos do próprio governo cazaque, compreensivelmente irritado com o tratamento estereotipado dado ao seu país. Algo parecido com o que aconteceu por aqui com Turistas, aquele filmeco de terror B que ofendeu brasileiros dotados de um orgulho patriótico mais exaltado. No caso de Borat, esse estereótipo, de uma nação considerada exótica pelo cidadão comum do primeiro mundo, é explorado de maneira infinitamente mais bem sacada. Portanto, se você não tiver ligação alguma com o Cazaquistão, desconfio que suas chances de rir com o “documentário” aumentarão ainda mais.

E evite conferir o filme pela internet, pois vê-lo num cinema lotado é bem mais divertido, por causa das risadas solidárias ao nosso redor. Borat estréia por aqui no dia 23 de fevereiro. Depois disso, venha aqui dizer se a minha dica foi boa mesmo, ok?

Enquanto isso, veja os trailers disponíveis:


Se a imagem do YouTube não estiver aparecendo pra você, tente assistir esse vídeo clicando aqui


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Tuca Hernandes | Cinema | 12:58 pm | Comente que eu te comento (13)

January 10, 2007

CINCO METAS PARA 2007

Como foi o Rodrigo Ghedin que me pediu pra executar essa tarefa, reuni todas as minhas forças pra finalmente redigir esse post, deixando um pouco de lado a típica preguiça de janeiro que me tem acompanhado sem tréguas. Ele pediu para que eu e mais quatro blogueiros - dentre esses, a minha namorada – listássemos, em forma de post, cinco metas para 2007. Após 2 minutos e 17 segundos de profunda reflexão, escolhi as minhas cinco metas, cada uma acompanhada por um vídeo revelador, de forma que a idéia ganhe um compreendimento maior ainda. Então, vamos lá:

1 – Prestigiar mais a cultura nacional

Culturalmente falando, sou um brasileiro muito do fajuto. Tenho aquela mania de olhar com mais simpatia pra tudo aquilo que é produzido fora daqui, lá do primeiro mundo. Filmes, músicas, literatura, o que for. Isso não pode continuar assim, uma vez que sinto a necessidade de interagir com o mundo que me rodeia, parando de desprezar o que as pessoas de minha pátria andam produzindo. O vídeo abaixo, trecho de um interessantíssimo filme nacional, já dá mostras do que encontrarei pela frente, nessa saga em busca de minha identidade brasileira:


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2 – Não deixar que façam lavagem cerebral em mim.
Certas pessoas acabam mudando radicalmente de comportamento por conta da necessidade de adaptarem a um ambiente. Já conheci indivíduos que, por causa de um novo emprego, acabam virando robôs, programados para pensar somente com base nos manuais de conduta da empresa ou corporação. Vinte e quatro horas por dia, nessa ilusão que enfim encontraram um sentido pra vida, até a próxima reestruturação da empresa. Resumindo, viram chatos de um assunto só. Nesse ano de promessas profissionais significativas, espero não ter que me amparar em muleta alguma pra ganhar dinheiro ou paz espiritual. Não quero gritar “Aleluia” pra qualquer frase de efeito emitida na minha direção, como fazem os fiéis que ouvem a Menina Pastora:


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Como complemento, após esse vídeo, não deixem de conferir o surpreendente e inigualável Menino Pastorinho.
(no caso de YouTube bloqueado, clique aqui.)

3 – Procurar rir menos dos outros
Confesso que não sou lá muito respeitoso com quem exibe algo que destoa do convencional. Basta eu ver na rua alguém com uma roupa bizarra, por exemplo, que eu vou logo emendando um comentário na forma de piadinha, revelando a minha intolerância pequeno-burguesa. Pra alguém teoricamente bem esclarecido feito eu, isso não é legal. Se vejo alguém com um cabelo todo colorido, ao invés de respeitar a opção de estilo, solto algo do tipo “Ih, esse aí é um cruzamento de arara com humano.” Indo ladeira abaixo, esse meu comportamento continua até nos casos onde a pessoa possui uma particularidade que ela não pediu que existisse. Se percebo que alguém tem vozinha fina, por exemplo, fico me segurando pra não rir na frente dela. Tenho que entender que as pessoas são o que são e ponto final. Se eu continuar assim, a tendência é de um dia eu reagir feito o cara do vídeo a seguir:


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4 – Prestar mais atenção aos perigos dessa vida
Vinícius de Moraes afirmou, na forma de poema e canção, que são demais os perigos dessa vida. Concordo. No ano que começa, espero ser mais atencioso por onde ando. Se houver fracassos, que eu saiba o porquê de estar tropeçando. No caso de sucessos, devo tomar bastante cuidado com a minha estadia no topo, pois sei que quanto maior a altura, maior a queda. Humildade, acima de tudo. No mais, nesse ano, devo continuar prestando atenção em meus passos, pra não colecionar micos como o cara do vídeo abaixo:


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5 – Retomar o meu lado cantor-de-banda-de-rock
Em meados do ano passado resolvi cair fora do São Rock, banda onde eu era cantor e sex symbol. Eu estava desmotivado com o ritmo de lesma paraplégica que a banda apresentava, sem espaço pra novidades, naquele repertório tão previsível quanto menu de McDonald’s. Agora, início de 2007, estou em um novo projeto, junto com o guitarrista que também saiu fora da SR, começando a ensaiar pra quem sabe animar o povo como o rapazinho do vídeo a seguir. Por aí, mas sem dublagem, é claro.


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Ok, ok… Como muitos de vocês devem ter percebido, o tema desse post, das metas, foi uma desculpa vergonhosa pra que eu mostrasse esses vídeos, alguns deles velhos conhecidos na internet, mesmo antes até do You Tube. Mas… metas? Dessas claras, objetivas e executáveis? Confesso que não consegui pensar nisso ainda… Ô preguiça de janeiro…

E, mais uma vez, feliz 2007 pra vocês!

January 9, 2007

ESSE ERA PRA SER UM POST COM VÍDEOS

Olhá só que coisa. Ontem, justo ontem, eu ia colocar um post aqui com 5 vídeos vindos diretamente do You Tube. Mas, ao saber que muitos internautas brasileiros estão com acesso bloqueado ao site de vídeos, deixei a idéia arquivada. No mais, fica a certeza de que o namorado lá da moça do sobrenome que rima com Pirelli é fodão mesmo. Em todos os sentidos, não só no desempenho sexual à beira-mar. Afinal, se o cara, através de seus dôtores adevogados de luxo, consegue barrar o You Tube, imaginem do que mais ele seria capaz.

Pode-se imaginar que a cocô-estrela co-estrela de vídeo erótico dele esteja suspirando de paixão nesse momento, ao ver o poder que o seu garanhão tem. “Uau, ele me disse que faria isso e conseguiu… Entubou o You Tube! Que homem! QUE HOMEM!!!”

Bem, resta agora torcermos pra que o casal não fique chateadinho com o Google. Afinal, bem que poderiam alegar que o site de buscas tem prejudicado muito a imagem deles, pelo tanto de gente que ainda tenta encontrar o tal vídeo via google.

- Môzão…
- Fala, minha bocudinha serelepe do papai beringela.
- Continuam usando o google pra tentar encontrar o nosso videozinho. Bloqueia ele pra mim?
- O google?
- É…
- Hum…
- Ah, vai mozão… Bota seus adevogadozinhos pra isso, vai…
- Tá bom. Mas só pro Brasil, ok?
- Ah… Que nem o You Tube? Acho que você não me ama…
- Não precisa fazer esse biquinho, lindinha. Já te falei, no resto do mundo é impossível e…
- Feio! Feio!

Como diria o cunhado da vizinha do primo da minha tataravó: só rindo mesmo.

Tuca Hernandes | Comunicação, Blogs | 12:13 pm | Comente que eu te comento (5)

January 4, 2007

INSENSÍVEL


Um casal na cama, no pós-aquilo-que-você-sabe-muito-bem-o-que-é. Ele, suado, mas muito suado mesmo, consegue recuperar um certo fôlego, o suficiente pra falar sobre a sua empolgação:

- Uau… Fantástico. Sensacional! Que transa, meu bem! QUE TRANSA!!!
- Transa??? – ela começa a se cobrir com o lençol, assustada.
- O que foi?
- Marcos Roberto… Eu não transei com você… Tá doido?
- Ué… o que acabamos de fazer então?
- Eu, pelo menos, fiz outra coisa com você, Marcos Roberto. Algo muito mais nobre.
- Como assim?
- Eu fiz amor com você! AMOR!! E você? Vem me dizer que “transou” comigo? Que papo é esse?
- Olha, veja bem…

Ela se enrola ainda mais no lençol, e ameaça sair da cama, envergonhada. Ele a segura, tentando remediar a situação.

- Mas… olha, eu também fiz amor…
- Fez… Ah, fez! Ô! Ah, tá! Vem cá, quantas vezes mais você transou comigo, como agora há pouco?
- …
- Responde, Marcos Roberto! Vai!

Um longo suspiro precede a confissão dele.

- Bem… admito que… muitas vezes…
- Muitas???
- Sim, muitas. Perdi a conta…
- Não acredito! Eu, eu… tô pasma!!! – horrorizada, ela vai tateando a cama, na busca de suas roupas.
- E não foi só isso… Eu… bem, eu…
- Você o quê? O quê? Desembucha!
- Não só transei, como já trepei com você também, inúmeras vezes, meu amor… Pronto, falei!
- NÃO!!!! QUE HORROR!
- Me desculpe… – ele tenta tocá-la com suavidade, no que é repelido de imediato, como se fosse um completo estranho, depois de 2 anos de relacionamento.
- Ei, sai pra lá, tarado! Tá pensando que eu sou o quê? Uma qualquer, é? Sai pra lá! Sai pra lá!!! Chispa!
- Mas fiz amor com você também, na maior parte das vezes…
- Ah, parabéns, oh grande homem sensível! Deve ter sido difícil, né? Imagino o seu drama, tendo que fazer amor comigo, mas doidinho pra transar ou trepar… Parabéns, vou te dar uma medalha de honra ao mérito, ok? Tá bom assim pra você? E vira pra lá, que eu quero colocar a minha roupa!
- Mas.. mas…
- Olha, essa coisa que você chama de transa ou trepada é sagrada pra mim, Marcos Roberto. Isso aqui, ó – ela exibe com as mãos o corpo seminu – devia ser encarado como um templo pra você, meu bem. Sempre! Um templo! E como tal, só admito atos de amor por aqui! A-M-O-R!!!
- Ai, ai…
- Que decepção… E a tonta aqui, em todas as vezes que estávamos juntos dessa maneira, pensava fazer parte de uma conexão cósmica rara com uma energia que vai além da compreensão humana, transcendendo a noção de um sentimento puro e irretocável… Mas, não. Descubro ser objeto de uma… uma… transa?? Uma… trepada? Credo… Fui usada! Que nem mulher-objeto… Usada!!!
- Pera lá. Um momento. Você gozou?
- Ai, que modo desagradável de falar comigo, hein?
- Gozou? Ou não?
- Tive um orgasmo, que você ouviu muito bem. E daí?
- Então foi bom, não?
- Não, foi horrível! Uma porcaria! Ter orgasmo não significa necessariamente um carimbo de bom sobre aquilo que a gente acabou de fazer.
- Como assim? Você gozou, Maria Rebeca! Se gozou, é porque foi, no mínimo, bom. Admita!
- Bobinho. Lá vem o homem das cavernas, todo orgulhoso por ter dado prazer pra sua fêmea submissa… Olha, quer saber? Eu fingi o meu orgasmo, ok?
- Ah é? Revelador isso… – agora ele começa a se vestir também.
- Mas eu fingi por amor… Por amor! Em todas as vezes!
- Todas as vezes???
- É.
- Mas… todas mesmo???
- Sim.
- …
- Ah, homens… Homens! Vocês não entendem nada mesmo… Eu, hein? Ô raça!
- …

E nunca mais houve sexo entre eles. Mas sexo mesmo, sabe?

Tuca Hernandes | Relacionamentos, Sexo | 10:20 am | Comente que eu te comento (15)